FUNDAMENTOS PARA MONTAR COM SUA MENTE
- Horse Guide
- 19 de mar. de 2022
- 4 min de leitura
Atualizado: 7 de abr. de 2022
Aprender a montar bem é uma tarefa gigantesca – muito maior que a maioria dos cavaleiros podem perceber. Mas paradoxalmente, a habilidade de montar é muito mais possível do que a maioria das experiências das pessoas sugerem. Enquanto os iniciantes fazem um progresso rápido a maioria deles se tornam cavaleiros que montam em clubes, presos num patamar apesar do investimento de tempo, dinheiro, esperança, oração e força de vontade. Se você está disposto a “pensar fora da caixa” não precisa ser assim.
Muito da sabedoria na equitação é passada através da vivência de cada cavaleiro, mas a maioria deles age como se esses princípios tradicionais fossem gravados em tábuas de pedra. Essas frases familiares, simplesmente descrevem sensações que um bom cavaleiro teve um dia e contou para o seu aluno, que ensinou seu aluno... e assim por diante, como um gigantesco jogo entre gerações de “Sabedoria Chinesa” (também conhecido como telefone). Em algum lugar ao longo do tempo se tornaram generalizações consideradas boas para todos os cavaleiros em todos os momentos – e não são mais do que indicadores úteis para certas pessoas em certos estágios de aprendizagem. O significado de alguns deles, como por exemplo “empurre”, mudou muito dramaticamente ao longo dos anos onde sua interpretação evoluiu muito pouco. Este processo levou a uma cultura de imprecisão e classificações, perpetuadas a acreditadas por professores e alunos. A cadeia continua pois poucas pessoas são corajosas o suficiente para desafia-la perguntando, “Exatamente com o que eu empurro, e como?
A POSIÇÃO BÁSICA – ALINHAMENTO
DESCRIÇÃO DO IDEAL – Alinhamento dia respeito a como o corpo se posiciona. A maioria das pessoas já ouviu falar sobre a linha vertical do ombro/quadril/calcanhar, mas poucas pessoas prestam atenção a essa ideia. O cavaleiro que entra na pista com seus próprios pés e tem o cavalo retirado como por magia. Isto é óbvio em cavaleiros da Escola Espanhola de equitação. Como eles cavaleiros com boa mecânica tem seus estribos em um comprimento que coloca o osso da coxa em um ângulo de 45° em relação ao solo. Isso coloca a panturrilha em um ângulo semelhante, e significa que os ângulos das articulações destes são mais fechados do que a maioria das pessoas. O ideal é que o calcanhar do cavaleiro aponte para trás e para baixo, em direção ao jarrete do cavalo, mas isso deve ser feito com o pé apenas apoiado no estribo ao invés de pressionar. Isso requer que a articulação do tornozelo seja muito flexível, e o suficiente para que o cavaleirotenha o calcanhar e os dedos do pé no mesmo nível.
PONTOS DE PARTIDAS COMUNS – muitos cavaleiros pensam em ter sua pernas baixas na barrigueira e em manter os seus calcanhares para baixo. Isso resulta, geralmente, em cavaleiros sentados como em uma poltrona, com o assento atrás dos pés. Este cavaleiro tem muitas vezes suas costas encurvadas, e monta com os estribos bem curtos, fazendo seu osso da coxa muito horizontal, e colocando o joelho muito alto na sela. A inclinação da sua pélvis o deixa sentado com a arte mais próxima do osso do cox , com os ossos do seu assento apontando para frente. Os cavaleiros nesta categoria vão desde principiantes que passaram por cavaleiros confiantes e que gostam de andar em trilhas e saltar. Também inclui cavaleiros
profissionais que montam cavalos jovens para competir. Enquanto os praticantes do salto precisam dos estribos mais curtos, muitos exageram na posição, com os pés muito para frente e sua pelve muito dobrada sob eles. Cavaleiros iniciantes de adestramento, muitas vezes tentam se mostrar mais altos e esticam suas pernas para baixo. Eles tendem a andar com seus estribos muito longos e sua coxa quase na vertical. Para abrir o ângulo entre as pernas e o tronco neste grau, o cavaleiro acaba tornando as suas costas ocas no lado de trás. A inclinação de sua pelve faz com que os ossos do seu assento apontem para trás. Este também avança o peito e muitas vezes o queixo, esticando toda a frente do seu corpo e puxando o seu estômago para dentro. Alguns cavaleirosmantém a pelve razoavelmente bem alinhada (ao invés de coloca-la para trás), mas depois detrazer os ombros para trás da cintura. Seus ossos do assento geralmente apontam para frente.Eventualmente, esta postura pode levar a ter dor nas costas. Se alguém compara essescavaleiros à artistas marciais, torna-se claro que sua estatura desestabiliza-os e levando a umaperda de potência. Isso raramente é reconhecido no ensino. Os cavaleiros de costas curvas o os de ocas ouvem a frase “empurre seu calcanhar para baixo” e acabam supondo que devem pressionar com força os estribos. Contudo, o pé deve apenas descansar no estribo, desde que empurrando para baixo invoca a terceira lei do movimento deNewton (que afirma que toda ação tem uma igual e oposta reação). Assim cria uma pressão igual e oposta para cima, que endireita as articulações do joelho e do quadril, e envia a parte traseira do cavaleiro para cima e para fora da sela. Isso explica por que tantos cavaleiros sentam-se ao trote , melhor sem seus estribos.

Cavaleiro e cavalo com a postura organizada

(a) - Cavaleiro com as costas ocas, tem os ossos do assento apontados para trás, e coxas também na vertical.
(b) - Cavaleiro com as costas “sofisticadamente” ocas, muitas vezes vistos em cavaleiros mais experientes. Da cintura, o cavaleiro se inclina para trás e levanta o peito.
(c) - Cavaleiro com as costas curvadas, cuja frente é igual uma letra “c”. Tem os ossos do assento apontados para frente, coxas giradas para fora e joelho muito para cima.
(d) - Cavaleiro bem alinhado, ossos do assento apontados para baixo.
Traduzido do livro RIDE WHITH YOUR MIND ESSENTIALS – MARY WANLESS